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4 11 2008

boas idéis pra bolar um stêncil =)

do Flickr :

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essepê:

4 11 2008

tô arrumando a casa, não se assuste.

preciso organizar isso tudo aqui. # na minha tarde navegante de blogs muito bons, que o meu seja no mínimo mais ‘apresentável’ né? é. achei tanta coisa boa que resolvi tirar o dia pra dar um up . -> vai vendo que eu me liguei em como faz pra colocar o llink na palavra – ho. minina esperta esta Ana Ju, diz ae.

momento sem noção essepêmundocão.::::

-> os ataques aos chineses em SP. :… Em três meses, mais de 50 casas assaltadas e em menos de um mês, quatro pessoas morreram durante os assaltos, fora as agressões.

boa reportagem do G1.

A polícia não fala muito sobre os suspeitos, apertada pela imprensa e em meio a uma greve e troca de tiros entre as polícias. Pelas descrições do assalto e a violência dos caras dá pra sentir que os ataques tem alguma motivação no mínimo preconceituosa. E o que diz o delegado (ô seô delgadoO!) como os chineses foram assassinados de maneiras diferentes: a tiro, espancamento e a pauladas (????) a quadrilha não é a mesma em todos os casos e por isso estão tão difíceis as investigações. (boa!).e já são três meses de assaltos. $$ .

e os china do centro vão baixar as portas dos bote.

Sandrão, Respeito Oriental – cabe né? japonês – chinês, tá tudo ali.






1. A depressão rima com as portas

4 11 2008

Amarelas, assim como a raiva, a angústia, a depressão … aquele estado amarelado de hepatite, de amarelão, de pus de unha encravada, de icterícia de bebê, de ar seco do sertão, de urina, de chinês. De jornalismo- amarelo, doença, decadência, degeneração…., e assim são as portas das novas unidades da Fundação CASA.

(((((No livro Psicodinâmica das cores em comunicação, de Modesto Farina – Ed. Edgard Blucher, tem muita coisa interessante, e todo mundo deveria ler. Uma resenha bem bacana sobre ele aqui: http://usabilidoido.com.br/psicodinamica_das_cores_em_comunicacao.html ;

O filme Amarelo Manga (que eu amo) também dá uma boa noção sobre isso. Almodóvar, por fim, explica tudo. Assita Volver.))))))

E as tardes dentro da unidade se vão meio amareladas assim como a sua nova identidade visual. O amarelo gema das portas rima com o tédio dos dias ali dentro, com a falta de sol, com a abstinência e com o tratamento a base de psicotrópicos dispensado à maior parte dos adolescentes.

O novo modelo arquitetônico, em que a unidade é dividida em três andares – primeiro piso: refeitório, salas de aula e oficinas, segundo piso: dormitórios e terceiro piso: quadra, e construída no meio do terreno, faz com que o sol seja raridade. Alguns dias, apesar do calor intenso, não se via uma fresta de luz entrar pelas janelas.

Na quadra, por conta das normas da segurança interna, não se pode encostar nas grades de proteção. A distância mínima que o adolescente deve ficar é de um metro. Não se pode acenar para fora, e se quiser pegar o sol que por vezes bate ali, tem de ficar sentado, de costas para parede. A justificativa fica sob as  possíveis tentativas de fugas.

Por diversas vezes presenciei vários deles sentados uns próximos aos outros na parede da quadra na intenção de dividir um feixe de sol que passava por ali.

Tanto nas prisões como nos centros de tratamento psiquiátrico, o banho de sol é recomendado pelos médicos especificamente para minimizar sintomas de depressão.

Artigos recentes demonstram cientificamente a relação entre a falta de exposição a luz do sol e a depressão. Como destaca o estudo publicado nos Archives of General Psychiatry , de maio deste ano: “As causas subjacentes da falta de vitamina D, como menor exposição ao sol ao reduzir as atividades ao ar livre, as mudanças de casa ou de hábitos como o de se vestir, o menor consumo de vitaminas podem originar depressões, mas a depressão pode ser também conseqüência de um baixo índice de vitamina D“.

O psicólogo Camilo Arantes, que trabalha em um centro de tratamento de adolescentes com dependência química, explica que na maioria dos jovens atendidos, o primeiro diagnóstico está sempre ligado à leve depressão. O que incentiva o consumo e por consequência a sua depedência.

A importância de atividades ao ar livre durante o tratamento é fundamental, segundo ele. “Em conjunto com o trabalho de conscientização e desintoxicação é necessária a atividade física, principalmente ao ar livre, onde a luz solar potencializa a ação da vitamina D no organismo e reduz o grau de depressão de maneira significativa”.

Somados em todo o Estado, são aproximadamente 11 mil adolescentes internos. De acordo com o último censo realizado com esta população de adolescentes, ficou constatado que pelo menos 48% eram usuários de algum tipo de droga ilícita. Não há dados na rede, e não recebi resposta até o momento dos pedidos que fiz sobre o tema, a respeito de quadros clínicos de depressão. O que se sabe é que sob a medida protetiva de saúde, estão inclusos tratamentos para dependência química de acordo com o serviço de saúde pública oferecida pelo município. Porém, no interior das unidades – salvo em alguns casos de grandes complexos onde acontecem reuniões de grupos do A.A e do N.A. – , a bomba privação de liberdade-abstinência-depressão é tratada com base em prescrição médica de psicotrópicos como Diazepam, Carbamazepina e Rivotril.

“As prescrições médicas são feitas de acordo com os exames realizados com o adolescente quando ingressa na unidade, o acompanhamento fica a cargo dos técnicos que podem ou não enviar notificações ao serviço de saúde pedindo suspensão ou progressão do uso do medicamento”, explicou a enfermeira de uma unidade visitada. (prefiro por enquanto não citar os nomes das pessoas e unidades que foram visitadas já que não tenho autorização das fontes para publicar a entrevista – já que também eu nem avisei que era entrevista.. ho ho ho, ).

Em uma tarde amarela na unidade, foram contados 28 adolescentes na fila para enfermaria. Em horários marcados todos eles passam suas queixas para a enfermeira de plantão e recebem medicamentos; a quantidade de horários de atendimento varia conforme a unidade. A consulta médica geralmente é realizada uma ou duas vezes por semana. O adolescente que tiver prescrição médica tem de ir até a enfermaria mesmo que se recuse a tomar a medicação. Em alguns casos, eles chegam a ser penalizados se não atenderem o chamado de atendimento de prontidão. Saídas para o PS são apenas em casos urgentes, já que sempre é preciso trabalhar com a hipótese de o adolescente estar blefando para tentar fuga.

Logo, o que se conclui é que em medidas de internação que podem durar até 3 anos, o adolescente é examinado uma única vez por algum médico do serviço psiquiátrico quando ingressa na unidade, e pode passar todos estes dias sob a prescrição de um medicamento anti-depressivo caso isso não seja revisto em seu atendimento individual que está previsto na lei. Nota-se, na leitura da mesma pesquisa citada acima, que os adolescentes egressos voltam a consumir drogas na mesma quantidade ou mais do que antes da internação.

R., 16 anos, conta que usava cocaína todos os dias nos últimos meses. Questionado sobre o vício, ele diz que era o que o deixava ligado pro ‘trampo’. “Passava par de dia acordado, ganhava dinheiro que nem água e cheirava tudo no mesmo dia”. Na sua nona passagem por um centro de internação, R. diz que já se acostumou com os remédios, mas que ao contrário do que pensam, ao invés de ‘passar’ a vontade da cocaína, a brisa lenta do anti-depressivo, só aumenta o desejo de consumir. “Parece brisa de baseado, aí que dá mais vontade ainda de tomar uma cerveja e dar um tirinho”.

(A abstinência, privação da liberdade e a depressão tornam diversos grupos de adolescentes em todo o Estado viciados em psicotrópicos, que de acordo com Arantes, são tão nocivos à saúde física e mental destes jovens em formação, como o uso de drogas como o crack e a cocaína. A fórmula simples, que poderia ser revista é de que sem os comprimidos, fatalmente aquele adolescente irá voltar ao consumo de drogas, alimentando o tráfico e na maior parte das vezes retornando à unidade depois de preso mais uma vez).

[continua...]

***ps- meus queridos, este é um rascunho/ resumo – já que não daria pra postar o texto todo aqui porque isso aqui é internet e ninguém merece ler páginas e mais páginas num blog////, mais informações oficiais e vários outros relatos virão quando o trampo estiver concluído.  Todos os dados são reais, assim como os personagens deste texto. //





refazenda toda.

4 11 2008

Reforma Geral.

Texto de internet, menos opiniões e corações, mais razões e descrições.

‘Faça jus a tua profissão, menina’. (tá certo, eu já anotei)

então, música boa pra abrir o dia:





cronologia do descaso:

31 10 2008

pra complementar o post sobre FEBEM – Fundação CASA.

Uma cronologia da Crise, do site : http://www.observatoriodeseguranca.org/imprensa/febem

O ano de 1999 foi marcado, dentre outros fatos preocupantes, pelas rebeliões ocorridas na Febem, de acordo com reportagens do Jornal Folha de São Paulo referentes a esse período descritas abaixo.

Em 24 de agosto de 1999, cinqüenta adolescentes fugiram da Febem Imigrantes, após uma rebelião.

Em 31 de agosto, uma liminar afastou judicialmente o então presidente da Febem, Eduardo Roberto Domingues da Silva e mais três diretores do complexo Imigrantes. Em 1o. de setembro desse mesmo ano, Guido Andrade assumiu a presidência da Febem. Em 3 de setembro, a Febem do Tatuapé teve uma fuga de 64 adolescentes. Desde o início desse ano, a fuga de internos chegou a 1.322.

Nos dias 11 e 12 de setembro, ocorreu uma rebelião na Febem Imigrantes que terminou com uma fuga recorde de 644 internos ou 45% do total dos jovens encarcerados. O ministro da Justiça José Carlos Dias disse que a situação “é inacreditável“.

No dia 13 de setembro Guido Andrade, presidente da Febem, prometeu a criação de uma brigada anti-rebelião, formada por funcionários da Febem e por policiais treinados.

Em 14 de setembro, 37 internos fugiram do Complexo do Tatuapé.

No dia 17 de setembro, 3 adolescentes armados com estiletes renderam o coordenador na Febem de Franco da Rocha e 11 internos fugiram da Unidade Educacional 5, do Complexo do Tatuapé, na sexta fuga de garotos da instituição num período de sete dias.

No dia 21 de setembro, o próprio presidente da entidade declarou, entre assustado e resignado, que “Talvez no zoológico os menores seriam mais bem tratados do que na Febem“.

A crise continuou e no dia 27 de setembro, cerca de 60 funcionários da Febem Imigrantes fizeram protestos e ameaçaram fazer uma greve. O presidente da Febem, Guido Andrade retrucou a esse fato com a possibilidade de demissão dos funcionários. Nesse mesmo dia, o então governador de São Paulo, Mario Covas mandou a tropa de choque da PM para dentro das unidades da Febem, em uma tentativa de conter as fugas.

Em 1o. de outubro, Andrade demitiu três monitores acusados de facilitação de fuga no complexo Imigrantes.

Nos dias 23, 24 e 25 de outubro, os internos mataram 4 adolescentes, feriram 48, destruíram 3 prédios e mantiveram reféns por 18 horas numa das maiores e piores rebeliões da história da instituição.

Em 28 de outubro, Guido de Andrade pediu demissão.

Segundo o Jornal Folha de São Paulo, no ano de 1999, ocorreram mais de 20 motins, nos quais houve a fuga de 2.252 internos. Quatro unidades foram focos de problemas: Imigrantes, Tatuapé, Raposo Tavares e Franco da Rocha.Várias medidas foram tomadas pelo governo para estancar o processo de fugas e revoltas, mas boa parte destas mostraram-se infrutíferas, entre elas, a troca de diretor, o afastamento de chefes de unidades, a demissão de funcionários e a colocação da PM para ocupar as unidades e impedir novas fugas. Mas os internos continuaram fugindo e se rebelando. Outra decisão do governo foi a transferência de 80 internos considerados de alta periculosidade para o Centro de Orientação Criminológica, no Carandiru. Uma semana mais tarde, a medida foi considerada ilegal e os internos foram levados de volta à Febem. Com a unidade Tatuapé destruída, centenas de internos foram levadas para a Febem Imigrantes. Com a superlotação a unidade criou condições para mais revoltas e fugas.

Foi nessa unidade que teve início a mais grave onda de fugas, o ápice ocorreu no Domingo, dia 12 de setembro de 99, com a evasão de 644 adolescentes.A secretária de Estado responsável pela Febem, Marta Godinho declarou, na ocasião: “As fugas continuarão, pois da Febem só não foge quem não quer.“

Em 24 de novembro, a Febem transferiu adolescentes para o Cadeião de Santo André.

No dia 20 de dezembro, o Departamento de Execuções da Infância e Juventude da Capital, Deij, conseguiu liminar para determinar que a Febem retirasse os adolescentes do Cadeião de Santo André, por considerar o espaço inadequado para abrigá-los.

No dia 26 de dezembro, um adolescente foi espancado até a morte por outros internos do cadeião.

Em 30 de dezembro, o Tribunal de Justiça de São Paulo cassou a liminar do Deij.

No dia 3 de janeiro de 2000, o Ministério Público de São Paulo solicitou ao Deij que mandasse a Febem melhorar a estrutura do prédio e que os internos tivessem acesso à escolarização e cursos profissionalizantes.

Em 6 de janeiro de 2000, o Deij determinou que a Febem cumprisse a solicitação do Ministério Público.

No dia 18 de janeiro de 2000, o Tribunal de Justiça de São Paulo cassou mais uma vez a liminar do Deij. O presidente do TJSP tem sido homem de ferro no sentido de apoiar a desastrosa política estadual voltada para os jovens em conflito com a lei, que se fundamente no encarceramento massivo.

O passa- repassa de responsabilidade seguiu pelos anos seguintes….

Por exemplo, no dia 15 de novembro de 1999, as famílias de internos denunciaram maus tratos no cadeião de Pinheiros a promotores de Justiça do Ministério Público de São Paulo. Em 21 de dezembro de 1999, o Ministério Público pediu ao Deij que determinasse a transferência dos adolescentes. Em 22 de dezembro de 1999, o Deij determinou a retirada dos adolescentes. Em 30 de dezembro de 1999, o Tribunal de Justiça cassou a liminar. Em 4 de janeiro de 2000, o Ministério Público solicitou novamente ao Deij que determinasse à Febem a reestruturação do prédio e que garantisse acesso à escolarização e cursos profissionalizantes. Em 6 de janeiro de 2000, o Deij determinou que a Febem obedecesse ao Ministério Público. Em 18 de janeiro de 2000, o Tribunal de Justiça cassou a liminar do Deij.

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pra completar, de lá pra cá….

E resumidamente, e só pra contextualizar:

1. No dia 5 de setembro de 2000, o Centro pela Justiça e o Direito Internacional – CEJIL, apresentou ante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (doravante “a Comissão” ou “a CIDH”) uma petição contra a República Federativa do Brasil, (doravante “Brasil”, “o Estado” ou “o Estado Brasileiro”). A referida petição denunciou violação dos artigos 4, 5 , 19, 8 e 25 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (doravante “a Convenção” ou “a Convenção Americana”), sobre direito à vida, direito à integridade física, direito à proteção especial à infância, direito às garantias judiciais e direito à recurso judicial, todos em relação ao artigo 1.1 da Convenção Americana, bem como a violação do artigo 13 do Protocolo de San Salvador, sobre direito à educação, em prejuízo dos adolescentes acusados de cometerem infrações penais, custodiados nas unidades da Fundação do Bem Estar do Menor – FEBEM (doravante “a FEBEM”), no Estado de São Paulo.

2. O peticionário denunciou o Estado Brasileiro pela situação em que se encontravam os adolescentes encarcerados no sistema penal paulista e a violação dos direitos destes que sistematicamente vinham sendo vítimas de torturas, maus tratos e espancamentos. Demais disso, a situação degradante a que viviam expostos tinha dado causa a várias brigas internas, rebeliões e fugas que terminavam muitas vezes de forma violenta, com graves lesões corporais e até morte dos adolescentes custodiados.

3. O Estado, quedou-se silente às denúncias de torturas e maus tratos, bem como sobre a morte dos adolescentes mencionados na exordial, alegando tão somente que “a morosidade atribuída não pode ser creditada à negligência do Governo Brasileiro, por intermédio de seu Poder Judiciário, uma vez que a Constituição Federal Brasileira estabelece recursos judiciais que visam garantir o direito à ampla defesa e ao devido processo legal”. Aduziu que o Estado de São Paulo iniciou processo de transição da FEBEM e trouxe à colação cópias de projetos que, informa, estão sendo desenvolvidos nesta Fundação.

4. A Comissão, em conformidade com os artigos 46 e 47 da Convenção, decidiu declarar a admissibilidade da petição, relativamente à eventuais violações dos artigos 1, 4, 5, 8, 19 e 25 da Convenção e artigo 13 do Protocolo de San Salvador.





uma pergunta;

30 10 2008

Nos últimos meses eu tenho estudado sobre a história da FEBEM. O assunto já era algo que eu tinha mais ou menos desde 2005, quando o sistema deixou vir a tona aquela loucura de mortes, torturas e rebeliões que só nestas terras é que se vê.

Tendo trabalhado em redação por estes tempos, eu acompanhei a transição da FEBEM para Fundação CASA, e todo seu processo de descentralização da capital para os municípios. Cheguei a checar várias vezes informações a respeito da construção da unidade aqui em Jundiaí, o número de adolescentes da região nos grandes complexos, quais eram os principais atos infracionais, Conselho Tutelar, programas e etc. Inclusive conversei com os 15 adolescentes que estavam em uma cela da Cadeia Pública daqui dias depois da última rebelião, onde morreu um dos presos. Isso aconteceu logo depois do surto de tuberculose, e a superlotação {que de capacidade para mais ou menos 120 estavam com quase 400}. # não encontrei meus textos da época na internet já que o site do jornal foi reformulado =(, mas com prazer um texto do Emerson, daquela época http://portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=47&Int_ID=51893

Me recordo, que na época, a construção da unidade da Fundação já estava no papel e também do CDP. Das duas, o CASA foi inaugurado mais ou menos dois anos depois e o CDP até hoje é uma das lendas urbanas da cidade. & que de embargos e liminares continua pela metade enquanto a cadeia bufa de gente. @

O fato aqui é que a unidade da Fundação CASA prometida pelo governo na época, veio. Esta transição FEBEM – Fundação CASA começou em 2006, logo após as determinações da ONU a respeito. Diante do caos, o governo do Estado – e isso é da época do Alckmin, providenciou a construção de várias unidades menores, com capacidade para até 56 adolescentes. Mudou o nome, mudou a concepção arquitetônica. Veio o Sinase com as diretrizes para o atendimento e hoje, mesmo que os funcionários que são concursados – os agentes de segurança, por exemplo, usem crachás com o nome FEBEM e você encontre vários formulários ainda com o logo antigo, não se pode mais dizer o FEBEM de maneira alguma. “Aqui é Fundação CASA, FEBEM não existe mais!”.

Esta percepção de campo – de contato com o antigo e novo modelo é muito regional, já que eu vi o antes – quando os adolescentes aguardavam o processo na cadeia pública e o depois – quando passei como educadora na unidade daqui da cidade; que da minha saída contava com exatos 56 adolescentes – 40 em regime de internação e 16 em internação provisória. Além disso, o contato através do COLETIVO nas unidades do complexo de Vila Maria – Abaeté e Adoniram, já com a ‘nova’ nomenclatura. As outras informações que tenho são muito mais técnicas – de notícias da própria Fundação, imprensa, artigos e legislação. O que ainda impede eu possa falar sobre com tanta ‘propriedade’ como eu ouvi dizer por aí.

Mas de formação curiosa, ainda que seja pouco, este material inicial me dá base para criticar. Presenciei sim, e ouvi relatos, que confirmam o quanto ainda é rala a mudança exigida por todas as Convenções Internacionais de Direitos Humanos a respeito do tratamento destinado ao adolescente que cumpre medida sócio educativa de internação. {falo assim porque não cheguei a conhecer o trabalho que é desenvolvido na semi-liberdade, apenas o de internação e há muito tempo atrás o de Liberdade Assistida}. ### . A gestão exigida por este novo modelo, é compartilhada. Ou seja, o Estado entra com uma parte e o município, através de seu Conselho da Criança e do Adolescente, indica uma ONG que seja capacitada para o trabalho de atendimento. Aqui, este trabalho é realizado pelo CEDECA – Centro de Defesa da Criança e do Adolescente. Pelas informações contidas na legislação, isso seria uma forma de garantir os direitos dos adolescentes em conflito com a lei, garantindo que não hajam casos de desrespeito a legislação, que subentende torturas – físicas e psicológicas, e que garanta a ressocialização – reduzindo os índices tão altos de reincidência.

A gestão, sabidamente, não é tarefa fácil. Uma vez que além de lidar com o estigma violento da FEBEM, é preciso manter a ‘ordem’ na casa.

Mas o que acontece é que vemos apenas o reforço da antiga visão do atendimento sócio educativo. Com panos quentes, os fatos são abafados, e o tom amarelo do prédio aparenta que tudo está sob controle.

Por aqui, e isto não é cuspir no prato que eu comi, uma vez que agora fora do sistema não estaria falando mal dos meus colegas de trabalho, nada está assim tão sob controle como aparenta.

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Só pra constar um levantamento ‘light’, num dos dias que estive lá, eu contei em uma fila para enfermaria exatos 28 adolescentes com prescrição para psicotrópicos – Diazepam e Carbamazepina http://pt.wikipedia.org/wiki/Carbamazepina e alguns pelo que eu soube, o mais leve, Rivotril. Só cabe dizer o quanto eles ficavam ‘dopados’ … { numa das conversas na área dos fumantes, admirei o trabalho de uma das enfermeiras que estava dando estímulos positivos, como destaques no relatório, aos adolescentes que paravam de tomar os tais remédios – espero que isso tenha se mantido e que a fila tenha diminuído}.

O CASA aqui passou por uma rebelião, em julho. E nos dias que estava acompanhando os adolescentes na quadra, eles faziam questão de me contar como havia sido… Entre outras histórias – de invadir a dispensa e comer tudo que havia de doce, um deles contou que invadiu a enfermaria em busca dos tais remédios… ‘fiquei locão quase dois dias’ – brisa na cadoca é a melhor das diversões para eles. / ? +  . Perguntei a um dos funcionários sobre o tratamento da dependência química, já que vários deles eram viciados em cocaína – e não escondiam isso de ninguém, outros em crack – um de 12 tinha crises de abstinência punks, aliás. A resposta que tive é que estar internado já é uma medida protetiva contra uso de drogas. {o que ele exemplificou com a medida protetiva de educação – que é a garantia de que o adolescente estará matriculado regularmente no ensino público} aham. é isso mesmo = ele está protegido contra as drogas uma vez que está garantido que o adolescente não usará drogas no interior da unidade. +++ o que seria óbvio, right? “pode ficar tranquila mamãe, teu filho não vai fumar pedra aqui dentro” – seria cômico senão fosse trágico, diria a minha//

Sobre isso, um artigo que li há uns dias que fala sobre a medida protetiva : http://www.interface.org.br/arquivos/aprovados/artigo83.pdf

Tão lógico como o céu é azul, e alguns comprimidos também, [[trocar uma droga por outra não parece ser tão aceitável]], e mais lógico  do que a máxima de que o céu é azul, é que uma caixa de Diazepam vai custar ao menino muito mais que uma pedra de crack.

??????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????      .

* e a questão que fica, pra que isso não seja um capítulo, é:

até onde tem sido mais fácil tornar adolescentes viciados em psicotrópicos do que efetivamente respeitar seus direitos fundamentais???????

_se daqui uns tempos virar rotina os roubos à farmácias, não vão dizer que eu não avisei. __

pra findar, Sandrão – Chapa LOOpa. é bem nestas,

[[2 – o acesso aos meios de comunicação social aos adolescentes em medida sócio educativa de internação…. chequei novamente o ECA, li alguns artigos e enfim, é isso mesmo. Um dos direitos garantidos à eles é anulado dentro da Fundação CASA pelas normas de segurança; salvo a falta de atividades, ou a desconexão delas – em tempo, ao invés de um grupo de rap, acharam melhor um “tecladista” na formatura do curso de panificação. HO. os meninos devem ter a-do-ra-do! { mas rendeu uma matéria no JC e isso já valeu o dia}




oui,

28 09 2008

E assim vai.

Agora resolvi escrever …

a vida tá meio confusa. mais o ritmo impede de pensar muito sobre…mas vamo lá:

Art. 124. São direitos do adolescente privado de liberdade, entre outros, os seguintes:

XII – realizar atividades culturais, esportivas e de lazer:

XIII – ter acesso aos meios de comunicação social;

Pois é, tá determinado no Eca que os adolescentes em cumprimento de medida sócio educativa, têm por direito, o acesso aos meios de comunicação social… Assumo a culpa – por ter sido avisada e hoje ter passado batido a retirada da página policial do jornal que eu levo todos os dias para os meninos …( se bem que eu considero que se a informação têm de chegar, que chegue completa, ou senão fica como tapar os olhos diante a realidade …), mas hoje eu presenciei exatamente a censura e o descumprimento de um dos artigos do ECA – a ‘bíblia’ dos direitos da criança e do adolescente…

Não é um querer bater de frente ou dar uma de Che Guevara de saia, mas a minha percepção – e seria a mesma se eu não fosse jornalista, é de que o acesso à informação é um dos direitos fundamentais do ser humano… ficar privado do que acontece lá fora é um ‘contra-mão’ da tal ressocialização… deixar o adolescente alheio do mundo e devolvê-lo depois como se tivesse parado no tempo???

Tá, o argumento dado foi bom. Uma informação ‘indigesta’ chega a causar problemas graves, como por exemplo uma rebelião. Afinal lidamos com 38 estados de humor diferentes e personalidades peculiares de adolescentes autores de atos infracionais e privados do direito primário do ser humano: o de ir e vir. Mas então qual seria a opção melhor dentre isso, que equilibrasse os ânimos tão particulares com direitos fundamentais?

Fico preocupada com fatos assim. Confusa do ponto de vista do dia a dia e do outro azedamente crítica e curiosa… (aliás escrevo para tentar encontrar uma saída, mesmo que seja provisória). Todo material deve ser ‘revisto’ – os meninos, alguns, às vezes retiram umas páginas para colar nos quartos… normal, pela idade que tem. Eu fico meio injuriada, afinal tenho o maior xodó com as minhas revistas… mas enfim.

Os dias têm sido melhores, exceto pela falta de organização e movimentação – no sentido de oficinas e atividades lá dentro, ontem um dos garotos mais inteligentes e articulados que conheci nos últimos tempos foi para casa… a felicidade no sorriso dele foi impagavél…

deu preguiça agora, acho que é melhor eu pensar mais antes de escrever. vou ver a novela de cobertor e amanhã plantão cine trash das 7 as 19. uhu

ouve então – Estilo Vagabundo, do Mv… (é, ele lembra vc)





o COLETIVO

28 08 2008

Resolvemos (eu e nós) escrever um post sobre o trabalho do COLETIVO. O projeto tinha um blog próprio, mas por falta de manutenção e boa vontade de alguém pra atualizar, eu acabei deletando. (já tive mil e um blogs que deletei, por isso que deste, faço a resistência e posto nem que seja poste)

….

Resumidamente, o projeto COLETIVO http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=12587113325116518108 é uma idéia maluca de unir artistas independentes em torno do combate à violência, com objetivo de inclusão através da arte. As coisas começaram este ano, em março, quando visitamos a unidade de Vila Maria da Fundação CASA… a proposta era apresentar o trabalho e seguir com as oficinas, porém esbarramos em mil e uma burocracias e más vontades, mais más vontades do que burocracias – ‘posto que é chama’;…… apresentamos parte do trabalho em uma faculdade de comunicação, na estação cultural da CPTM, em um evento em Mogi e outras participações que pararam em junho, já que muitos pularam do barco e me largaram sem remo… ( meu pai ficou doente, rolam desentendimentos e decepções à parte), o COLETIVO conta com apoio de diversos meios culturais e empresas, -> entenda-se sempre que apoio é diferente de patrocínio -> onde rola o cash, – coisa rara aqui, principalmente quando se vai de canoa e sem remo. *** entre os apoios, – COLORGIN, CPTM, FUNDAÇÃO CASA – setor de parcerias, FACULDADE PRUDENTE DE MORAES, ASSAOC, SENAC JUNDIAÍ, MOVIMENTO HUMANISTA, BIBLIOTECA COMUNITÁRIA DE ITU, entre outros que sempre que preciso dão uma força aqui e ali, na medida do possível para que a gente não desista.

- pra quem acompanha desde o início, pode soar meio estranho tudo isso, ‘ah, então voltou?’, não, não é que voltou, sempre esteve aqui, mas em fase de re-estruturação.

e também nem vira entrar no mérito de como um trampo deste é lento, quase mesmo de ‘formiga’ como dizem, dando um passo de cada vez , …. e de como a confiança e lealdade de pessoas com o mesmo objetivo são importantes.. mas apesar das enguiçadas que o COLETIVO sofreu, taí nóis na subida da ladeira mesmo (e melhor ainda) que os bico não queira.

Hoje, estamos com vagas abertas para oficineiros na áreas de percussão e break para adolescentes em medida sócio educativa de internação e com projetos de basquete street, produção de áudio e vídeo, e já em andamento com oficinas de estêncil e zine para adolescentes em medida provisória. Até dia 15 deste mês, a gente vai cadastrar pessoas interessadas em ministrar oficinas de produção de áudio e vídeo, além da produção de um cd com os adolescentes internos.

A idéia é que até o final do ano, pelo menos 10 pessoas, envolvidas direta ou indiretamente com o projeto, estejam empregadas como oficineiros em alguma unidade da Fundação CASA ou projeto paralelo de ressocialização, trabalhando com arte e cultura, repassando seus conhecimentos para adolescentes em situação de risco, colaborando com a redução da violência e ainda por cima podendo ganhar uma moeda com isso.

O projeto também conta agora com um espaço que está sendo reformado para contar com cursos de capacitação na área de projetos culturais, bem como encaminhamento de projetos sócio culturais para programas de incentivo, tanto municipais como estaduais.

o nosso e-mail – agenciatrespontoum@gmail.com

e o myspace (desatualizadíssimo né menino Acme?’) www.myspace.com/coletivo31

_———————-_

agora deixa eu falar, = não, eu falo na próxima,mjnasdioahsohda8isg

E AE ANAJU, eutotrabalhandopracaralhoporra!





completa ae, ;

6 07 2008

pra completar a madrugada, em casa, refazendo os planos, reescrevendo meu roubo ao banco, nada mais caótico que uma paixão de 15 aos 25. já disse alguma vez, fico besta com paixonite – e ao menos há um ite que me irrite, já que não sofro de ‘frescurite’. e aí escrevo. escrevo em massa. catarse. e já que é pra exercitar o post, postarei mais uma vez. ao longo do dia, foram três.

chinês japonês, foi um sábado sem bar. e já é domingo, saravá.

tenho lido muito sobre novas mídias. e nada mais obrigatório que saiba ao menos o que se passa,  – e axé que venha um curso de graduação para eu lecionar. //// na minha reles (ainda) percepção de estudante, ser pesquisante e andante, fui me apaixonando por estes trecos comunicavéis que a internet dispõe: chats, fóruns, icq, msn, orkut, skype, twitter,delicious, blogs, myspace, tags, e eteceteres. > interagir com o contéudo tornando-se um produtor ao mesmo tempo em que consome é delirante, e apaixonante. (((*cheguei a ler o tal Pierre Levy na faculdade, sobre o virtual,  fizemos o famoso ‘repente’ na apresentação da resenha sobre o livro; e o hard work não deixou sentir muito esta arte))). –  

- se ligar, diz que eu não tô. -

tenho fuçado blogs e sites sobre publicidade, marketing – li muito sobre guerrilha: http://www.blogdeguerrilha.com.br/ , comunicação, arte educação e principalmente planejamento estratégico em terceiro setor, que é a área que me cabe no presente. e nestas tenho visto muito sobre a eficiência dos blogs, pessoais e corporativos, além da riqueza de material de pesquisa existente nas redes sociais… e o mais interessante, e o que me chama a atenção, é de como isso tudo pode ser usado  gratuitamente a favor de uma causa, – assim porque falo do setor que trabalho,  o 3º. (mais sobre isso -: http://pt.wikipedia.org/wiki/Terceiro_setor ).

O trabalho de captação de recursos para um projeto não é tarefa difícil como tantos pensam. requer gentileza e cara pra bater. criatividade, claro, a chave. Além do projeto COLETIVO www.myspace.com/coletivo31 – que conta com apoios culturais e agora (logo menos) com a parceria do Estado para projetos de ressocialização através da arte com adolescentes internos da Fundação CASA,  ff ]// também participei da elaboração de um projeto de planejamento estratégico de comunicação para o Graacc http://www.graacc.org.br/index3.htm por conta da disciplina da pós graduação, e fiz um trabalho (pequeno) de consultoria – se é que posso chamar assim, para duas ongs, também na área de saúde aqui da região.

nos três casos, e em especial no primeiro, já que é ele que sinto na pele literalmente, o relacionamento com as tal mídias sociais e a observação do comportamento do teu possível patrocinador, apoiador ou doador na rede, é essencial e imprescindível para um trabalho com retorno. 

uma rede nesta área, que é bem legal pela comunicação com usuários do país inteiro – www.portadovoluntario.org.br

você precisa entender o que ele espera de você, da tua instituição, do teu projeto, da tua luta… se você não quer que teu projeto apenas lhe garanta um lugar no céu, tem de se sensibilizar e abrir o canal para a observação e análise do comportamento das pessoas que se envolvem com o tema. para isso, nada mais full que o orkut.  pesquise as pessoas. quem são elas? o que fazem, onde moram, o que estudam, o que ouvem, o que escrevem. 30 dias são suficientes para tal trabalho . primeiro passo dado, você traçou o perfil do teu público alvo. * sem gastos. / (pretendo colocar isso em prática com o COLETIVO no segundo semestre,)

A partir desta prospecção de doadores, patrocinadores e apoiadores do teu projeto tudo fica mais simples de ser traçado. fato. // a ação, baseada em perfis estudados ‘artesanalmente’ terá muito mais retorno do que a disparada de malas diretas mal diagramadas e anti ecológicas pelo correio.  *para este tratamento ‘individualizado’ do cliente/ doador / patrocinador em potencial,  vi a tal denominação ‘nanomarketing’ e achei horrenda do ponto de vista da minha acidez jornalística.

Uma ação de captação de recursos com base na web tem  chances de prosperar muito mais que os 50% de positivo-negativo que todas naturalmente têm. O fato é que ela permite a interação em tempo real e nada substitui até o momento esta mensuração de resultados tão now,  que cada clique no teu link, comentário no teu blog, no fórum da tua comunidade, no teu myspace, são capazes de proporcionar. já existem empresas que fazem este trabalho de rastreamento de redes sociais para empresas e o resultado positivo de ações baseadas nestes dados é impressionante.

:( são novas áreas da comunicação, novas profissões. e eu sequer pude concluir um podcast com meus alunos do curso de rádio):

e fim que eu tô com sono.  – paixonite reprimida num sábado à noite. * tempos modernos pra uma pós adolescente.

ouve agora, mais uma: Thalma Freitas e Max B.O (www.musicadebolso.com.br )





blá blá blá inicial

1 07 2008

Se generalizar é muito, eu superlativo esta geração que não tem o que dizer…

Não estivemos nas Diretas, não participamos do MR8, não passamos pelo Woodstock… o baseado não é da lata,

Estivemos na fase de transe entre o vinil, a fita cassete e o cd, o celular, o DVD…internet, quitinete…., e outras gírias que rimem e satisfaçam.

Hiroshima em 77, as diretas em 89 e veio Collor, a FEBEM… Vimos a AIDS, a sífilis e as quase curas do câncer…viemos num pós acontecido. De começo de tudo e fim de nada. E ninguém tem ídolo (eu pelo menos não sofro deste astigmatismo).

©

A nossa geração nasce em meio a um já caos de falta de identidade. Não tem direita nem esquerda neoliberalismo capitalismo globalização automatização demissão projeção insatisfação

…….

qual é a luta?

A hidrelétrica histérica, os arrozeiros de Roraima, nossos antepassados de Altamira, no Pará.

Uma facada no engenheiro que defendia frente aos índios Caipós a instalação da hidrelétrica. (o acontecido – e que reflete visualmente tão bem a angústia enjoativa que carregam aqueles que lá estavam de facão em punho

, e outros tantas margens, de quem agem e desfazem, e retiram o que tem por merecimento e não por piedade).

No Rio o exército ‘cimentou’, socialmente, três jovens. A família falou falou falou o ministro falou e até o presidente falou. facão não, ninguém mostrou. O padre foi absolvido. Lá do outro lado, tinha 11, o menino. Rede pela internet o www , o Google, a orgia, webcam, punheta virtual, meia horinha na lan, se o advogado é bom, vão nem falar. Mudaram o texto da lei, tão falando do bafômetro também e eu que ando a pé nem pá.

Prá cá sobra espaço e falta o que falar ou sobra o que falar e falta espaço ou tudo ao contrário ao mesmo tempo. ou não?, um menino de 16 morreu de overdose, ecstasy,., naquela festa que prega a liberdade. democracia do facão, legaliza o baseado, mundinho sujo de trás do palco, censura a reportagem, tortura o repórter, tira do ar o sensacional.

E:

Só pra constar algum dado nesta coisa toda – já que sobrou lenda, faltou renda e até mesmo delicadeza pra um só tema, segundo a Justiça Eleitoral de São Paulo (e os números são só daqui) há 400 casos de venda de votos. – reportagem na Folha de 30/6 sobre, http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u417476.shtml

Assusta? Talvez não. Estes 400 são aqueles que foram ‘descobertos’ e outros são aqueles ‘caguetados’ por quem tentou ser ludibriado. O que então pode multiplicar uma caralhada de vezes este número.

Talvez nestes 400 casos, o chiclete não tenha grudado da forma como queriam, ou a idéia foi explicita demais e neste caso rolou um mea-culpa do ‘comprado’ que se sentiu no dever de eleitor cidadão de foder que tentou lhe comprar. É meio ‘feio’ ser comprado assim né? Dentadura, cesta básica, um cargo na prefeitura…se tiver uma dose do que chama caráter, não é tão simples assim, se doarrrrr…….

E voltando ao mérito de que os 400 caguetados, descobertos e desvendados (), há as sutilezas.

Bom 171 não fala abertamente. Ele rodeia, sonda, presta bem atenção onde pisa, não é assim descarado, meio estilo caranguejo, só anda de lado.

Em uma reunião recentemente em uma subprefeitura de São Paulo – de nada adianta citar nome, a pretensão do texto não vai longe e mesmo que eu não almeje nenhum cargo, não vou dar pé pra político safado, se a carapuça servir, já representei o meu pedaço. , de uma das regiões mais carentes da cidade, o tal bom 171 se mostrou solícito a ajudar em nosso projeto. Nem era muito o que pedíamos, apenas um espaço para uma edição do Coletivo, transporte para o pessoal, talvez uma água, um lanche, já que passaríamos o dia todo na atividade.

Mas é bom explicar o esquema todo… este tipinho tem os aliados.

Para requisitar um espaço em determinada região, o pedido deve passar pela subprefeitura da região. De março até aqui, nos contatos, e-mails e reuniões, eles surgiram de todos os lados, na capital e no interior. – ‘Público alvo’ em potencial, estratégia de marketing, prospecção de mercado, a lógica é boa, ninguém ta de chapéu. – mas nem eu.

Não se sabe qual dos atrativos para eles é o principal. Se são os jovens, a assistência, o cultural, o rap… mas o prato é bom e dependendo do ponto de vista nem custa caro, quase menos que uma barca de sushi. Um apoio cultural de uma subprefeitura garante que um evento beneficente, da maneira como o Coletivo se dispõe a fazer, flua sem maiores tensões. O que se pede nestes casos, é a autorização de um espaço, um equipamento de som, se muito, transporte e alimentação para as pessoas envolvidas. O resto a gente cuida.

Mas esta migalha de infra, já é o suficiente para eles se sentirem no direito de pedir algo. Oooo e não?

De volta a tal reunião.

Foram alguns e-mails, telefonemas e enfim um horário. Era só apresentar o projeto, pedir a liberação da praça e infra estrutura para a atividade, durante um dia todo no final de semana. O foco era ( e é) a comunidade carente, oferecer espaço para a produção cultural da região e fazer circular a informação sobre técnicas artísticas com potencial profissionalizante. 10:30 da manhã. De Jundiaí até lá 1:30 mais ou menos, de moto – que não paga pedágio e 10 conto de gás já faz o adianto.

Meia hora de cadeira, ofereceram um café – o que sem querer compra minha simpatia, gentileza gera gentileza., e vamos lá pra sala. Fomos encaminhados à sala da coordenadora, que acumula alguns cargos – desenvolvimento e assistência social, cultural, esporte e lazer.

Não cabe juízo de valor, e quem sou eu para falar. Mas a pessoa era meio arrogante, eu compreendo o ‘time is money’ e já apresentei em poucas linhas o que queria ali. O papo meio que enroscou em datas, a praça em reforma e outros blá blá blá. Mas o argumento esticou mais uma meia hora de conversa. E surge o nome do cidadão benfeitor que poderia viabilizar o equipamento de som,- neste momento, sutilmente, a pessoa cita que não poderia ser declarado explicitamente que a indicação tinha partido dali. ‘sabe como é, a gente não pode ter vínculos políticos, mas uma mão lava a outra e mil um eteceteras tão conhecidos como pão dormido. Eu só me perguntei o porque de não ter levado o meu gravador.

Quando percebi que a minha humildade na conversa tinha sido entendida como aliciamento, resolvi explicar melhor o porquê eu entendia de imparcialidade. Não são necessários quatro anos e uma bacharelado pra se fazer de enganado, dar pé pra samango, se dizendo aliado. Aí a conversa mudou de figura, porém o ‘figura’ – e sem redundância, já havia sido ‘linkado’ à conversa (eles adoram ‘linkar’, acho que é meio que um brasa mora da elite governamental de sub cargos de aprendiz de desvio de verba, tráfico de influencias, lobbys – rá adoro este nome).

De equipamento de som, um espaço pros grupos tocarem no final de semana, apoio de um grupo educacional que ia inaugurar uma faculdade na região… um ex-pm tenente ou sei lá que ente, que lá nos 80 … se rimar vira batatinha quando nasce.

Mas enfim, se deixasse levar, o evento teria rolado, praqueles que tinham embarcado só pela causa e não pela luta, o jogo tava até que comprado, todo mundo feliz e satisfeito. Mas a carteirada que não paga mais meia no cinema, serviu pra dizer:

E quem ta a venda?

a dentadura, cesta básica, cargo na prefeitura, emprego pra tia-vó, ‘igual fritar pastel’ – porra, esta expressão eu não vou esquecer, uma vaga na creche, a quadra, o centro cultural. Até rádio comunitária eles te oferecem. E é tudo igual, interior, capital.

E sem entrar no mérito do que o povo se vende, por tão pouco, tão muito, e ainda sem ter dado o start da propaganda eleitoral, que legalmente só pode ter inicio no próximo dia 6 de julho, 400 casos contabilizados de venda de votos até o momento, apenas em SP – onde meu celular funciona -, é assustador.

Resumidamente, depois desta volta toda de no auge da falta de identidade deste meio de ano, desejo de férias no Nepal, de andar de elefante na Tailândia, ou participar de uma corrida de avestruz, chutar um anão na descida, ou dar um golpe de estado, ganhar na mega sena e convidar Silvio Santos para uma tequila, se liga no jogo: quanto vale tua inspiração, ou

tédio da tua geração?

ouve?

tubarãozinho – ultramen.

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