‘quem não quer brilhar? quem? mostra quem … ninguém quer ser coadjuvante de ninguém….’,
já dizia o sábio Brown.
Nas últimas 72 horas – e isto tudo parece que começou lá junto com o tal Lindemberg de Santo André (que me lembra assombração) escrevi diversas cartas, algumas várias com o mesmo destino, outras pra pessoas que nem conheço tão bem, outras para Ju aqui mesma… cartas e não e-mails, e já explico o porquê…… /// mas eu tô me livrando do refém agora meu filho, vê se segue o exemplo da tia e deixa a programação da tv voltar ao normal – pelamor.
Se casos de amor aqui nesta minha terra não dão flor, o meu caso com o meu laptop também passou por uma crise existencial nos últimos dias. Nada assombroso para quem tem um estagiário de informática, estudante de engenharia da computação e o tal certificado da Microsoft, – que faz a criança acordar aos domingos as 5 da manhã para ir para SP. / Salvo a má vontade do brother, foram dois dias para chegar o diagnóstico do meu amigo e mais um para ele ser consertado. Cá estou eu de volta, exercitando os dedos nesta maratona, que agora tem prazo previsto – que seja aproximado, já que nunca fiz isso, mas desta vez este livro sai.
Estou temporariamente em casa. E que tenha a ‘brevidade’ do atendimento sócio educativo de internação, como tá lá no meu querido Sinase …
freestyle sem flow.
Passada a sensibilidade a flor da pele, que estava me consumindo dia a dia, tentei equilibrar a hostilidade, a tensão e falta de liberdade que por pouco não me anulou. Passei o domingo refletindo sobre o que eu estava me tornando… e como mãe Oxum, tão presente em minha vida, e mais ainda neste dia 12 de outubro, eu já pressentia que antes que eu falasse, falariam…
O argumento é que não é da minha ‘natureza’ seguir regras. Ok. Eu sou ácida, azeda, e principalmente curiosa – com um quê de luta por justiça, já que eu não sei calar quando alguém se prejudica unicamente por egos e vaidades de outrem. E ali são vidas, precisamente 40, e que deles, ao menos 25 conviviam diariamente pelo menos 9 horas comigo. = muito mais tempo do que tenho passado com meu filhote, que sempre me salva com teus 400 sorrisos diários. (quais regras são estas? e o que dizem elas a não ser o andar com as mãos pra trás pedindo licença o tempo todo???? ).
E sem sorriso, algo ali queria roubar a minha liberdade. Ao passo que eu me aproximava cada vez mais daquelas todas crises e dilemas de adolescentes sem perspectiva, fui ficando tão presa quanto eles. Tão hostilizada e por que não dizer mal tratada … ( e como um dia eu já tinha dito, é tudo igual a antes, e não venha me dizer que o modelo FEBEM morreu, porque na boa, eu não vou mais deixar que me façam aceitar por imposição de ‘propriedade’ que esta é a melhor maneira de se fazer. Falta sim propriedade talvez em áreas jurídicas, psicológicas, pedagógicas, assistenciais e então, principalmente, de segurança – sim porque se a medida sócio educativa tem este nome é de fachada, uma vez que quem tem a voz única da gaiola pra lá, são eles).
Mas a minha propriedade, – que aos 25 e espero que assim seja ao longo de toda minha vida – , ainda está em formação. Não li isto em nenhum livro de auto ajuda, e considero que seja esta sim a minha natureza: estar em formação. Não tenho preguiça de aprender, não tenho preguiça de questionar, não fico vendo o barco passar, eu vou lá ver como é que segura o remo… dá pra entender???
Acho que tudo começou com o meu perfume – que pra quem conhece sabe que ele lembra o cheiro do beck …
http://www.natura.net/port/hotsite/ekos_priprioca/index.asp , sem argumento, logo na primeira semana, estereotiparam a educadora tatuada e colorida em maconheira. Dali eu já senti até que ponto a coisa podia andar … se tão falando sobre isso sem que eu perceba, que mais falaram de mim? e o mais loco que eu não tive nem a oportunidade de me apresentar …
Daí veio a questão da censura com o jornal, o rádio, o Racionais, o pular no banheiro pra pegar a bola, a formação sob a neurose, a conversa demais, a empatia, as brincadeiras …. a intenção única era no mínimo ‘destensionar’ o ambiente. Mas me odiaram, e eu que, de tão simpática dou idéia até pra mendigo na rua, me transformei numa pessoinha chata, que defendia os meninos ( e tá tudo na legislação, não fui eu não quem criou !) e que tava ali só pra tumultuar.
Os projetos foram engavetados. E eu aceitei a vaga na época simplesmente pela possibilidade de crescer, de desenvolver um trabalho bacana e principalmente com resultados. Acabei em casa, com uma caixa de long neck e uma tinta pro cabelo, a pensar no que eles estão fazendo agora …
{continua logo mais, que eu tô atrasada para o cabeleireiro}
ouve lá, ouve alto e canta junto comigo
UM POR AMOR, DOIS POR DINHEIRO – RACIONAIS MCS – que não é apologia aqui nem na China, vaenego!

Comentários