essepê:

4 11 2008

tô arrumando a casa, não se assuste.

preciso organizar isso tudo aqui. # na minha tarde navegante de blogs muito bons, que o meu seja no mínimo mais ‘apresentável’ né? é. achei tanta coisa boa que resolvi tirar o dia pra dar um up . -> vai vendo que eu me liguei em como faz pra colocar o llink na palavra – ho. minina esperta esta Ana Ju, diz ae.

momento sem noção essepêmundocão.::::

-> os ataques aos chineses em SP. :… Em três meses, mais de 50 casas assaltadas e em menos de um mês, quatro pessoas morreram durante os assaltos, fora as agressões.

boa reportagem do G1.

A polícia não fala muito sobre os suspeitos, apertada pela imprensa e em meio a uma greve e troca de tiros entre as polícias. Pelas descrições do assalto e a violência dos caras dá pra sentir que os ataques tem alguma motivação no mínimo preconceituosa. E o que diz o delegado (ô seô delgadoO!) como os chineses foram assassinados de maneiras diferentes: a tiro, espancamento e a pauladas (????) a quadrilha não é a mesma em todos os casos e por isso estão tão difíceis as investigações. (boa!).e já são três meses de assaltos. $$ .

e os china do centro vão baixar as portas dos bote.

Sandrão, Respeito Oriental – cabe né? japonês – chinês, tá tudo ali.


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1. A depressão rima com as portas

4 11 2008

Amarelas, assim como a raiva, a angústia, a depressão … aquele estado amarelado de hepatite, de amarelão, de pus de unha encravada, de icterícia de bebê, de ar seco do sertão, de urina, de chinês. De jornalismo- amarelo, doença, decadência, degeneração…., e assim são as portas das novas unidades da Fundação CASA.

(((((No livro Psicodinâmica das cores em comunicação, de Modesto Farina – Ed. Edgard Blucher, tem muita coisa interessante, e todo mundo deveria ler. Uma resenha bem bacana sobre ele aqui: http://usabilidoido.com.br/psicodinamica_das_cores_em_comunicacao.html ;

O filme Amarelo Manga (que eu amo) também dá uma boa noção sobre isso. Almodóvar, por fim, explica tudo. Assita Volver.))))))

E as tardes dentro da unidade se vão meio amareladas assim como a sua nova identidade visual. O amarelo gema das portas rima com o tédio dos dias ali dentro, com a falta de sol, com a abstinência e com o tratamento a base de psicotrópicos dispensado à maior parte dos adolescentes.

O novo modelo arquitetônico, em que a unidade é dividida em três andares – primeiro piso: refeitório, salas de aula e oficinas, segundo piso: dormitórios e terceiro piso: quadra, e construída no meio do terreno, faz com que o sol seja raridade. Alguns dias, apesar do calor intenso, não se via uma fresta de luz entrar pelas janelas.

Na quadra, por conta das normas da segurança interna, não se pode encostar nas grades de proteção. A distância mínima que o adolescente deve ficar é de um metro. Não se pode acenar para fora, e se quiser pegar o sol que por vezes bate ali, tem de ficar sentado, de costas para parede. A justificativa fica sob as  possíveis tentativas de fugas.

Por diversas vezes presenciei vários deles sentados uns próximos aos outros na parede da quadra na intenção de dividir um feixe de sol que passava por ali.

Tanto nas prisões como nos centros de tratamento psiquiátrico, o banho de sol é recomendado pelos médicos especificamente para minimizar sintomas de depressão.

Artigos recentes demonstram cientificamente a relação entre a falta de exposição a luz do sol e a depressão. Como destaca o estudo publicado nos Archives of General Psychiatry , de maio deste ano: “As causas subjacentes da falta de vitamina D, como menor exposição ao sol ao reduzir as atividades ao ar livre, as mudanças de casa ou de hábitos como o de se vestir, o menor consumo de vitaminas podem originar depressões, mas a depressão pode ser também conseqüência de um baixo índice de vitamina D“.

O psicólogo Camilo Arantes, que trabalha em um centro de tratamento de adolescentes com dependência química, explica que na maioria dos jovens atendidos, o primeiro diagnóstico está sempre ligado à leve depressão. O que incentiva o consumo e por consequência a sua depedência.

A importância de atividades ao ar livre durante o tratamento é fundamental, segundo ele. “Em conjunto com o trabalho de conscientização e desintoxicação é necessária a atividade física, principalmente ao ar livre, onde a luz solar potencializa a ação da vitamina D no organismo e reduz o grau de depressão de maneira significativa”.

Somados em todo o Estado, são aproximadamente 11 mil adolescentes internos. De acordo com o último censo realizado com esta população de adolescentes, ficou constatado que pelo menos 48% eram usuários de algum tipo de droga ilícita. Não há dados na rede, e não recebi resposta até o momento dos pedidos que fiz sobre o tema, a respeito de quadros clínicos de depressão. O que se sabe é que sob a medida protetiva de saúde, estão inclusos tratamentos para dependência química de acordo com o serviço de saúde pública oferecida pelo município. Porém, no interior das unidades – salvo em alguns casos de grandes complexos onde acontecem reuniões de grupos do A.A e do N.A. – , a bomba privação de liberdade-abstinência-depressão é tratada com base em prescrição médica de psicotrópicos como Diazepam, Carbamazepina e Rivotril.

“As prescrições médicas são feitas de acordo com os exames realizados com o adolescente quando ingressa na unidade, o acompanhamento fica a cargo dos técnicos que podem ou não enviar notificações ao serviço de saúde pedindo suspensão ou progressão do uso do medicamento”, explicou a enfermeira de uma unidade visitada. (prefiro por enquanto não citar os nomes das pessoas e unidades que foram visitadas já que não tenho autorização das fontes para publicar a entrevista – já que também eu nem avisei que era entrevista.. ho ho ho, ).

Em uma tarde amarela na unidade, foram contados 28 adolescentes na fila para enfermaria. Em horários marcados todos eles passam suas queixas para a enfermeira de plantão e recebem medicamentos; a quantidade de horários de atendimento varia conforme a unidade. A consulta médica geralmente é realizada uma ou duas vezes por semana. O adolescente que tiver prescrição médica tem de ir até a enfermaria mesmo que se recuse a tomar a medicação. Em alguns casos, eles chegam a ser penalizados se não atenderem o chamado de atendimento de prontidão. Saídas para o PS são apenas em casos urgentes, já que sempre é preciso trabalhar com a hipótese de o adolescente estar blefando para tentar fuga.

Logo, o que se conclui é que em medidas de internação que podem durar até 3 anos, o adolescente é examinado uma única vez por algum médico do serviço psiquiátrico quando ingressa na unidade, e pode passar todos estes dias sob a prescrição de um medicamento anti-depressivo caso isso não seja revisto em seu atendimento individual que está previsto na lei. Nota-se, na leitura da mesma pesquisa citada acima, que os adolescentes egressos voltam a consumir drogas na mesma quantidade ou mais do que antes da internação.

R., 16 anos, conta que usava cocaína todos os dias nos últimos meses. Questionado sobre o vício, ele diz que era o que o deixava ligado pro ‘trampo’. “Passava par de dia acordado, ganhava dinheiro que nem água e cheirava tudo no mesmo dia”. Na sua nona passagem por um centro de internação, R. diz que já se acostumou com os remédios, mas que ao contrário do que pensam, ao invés de ‘passar’ a vontade da cocaína, a brisa lenta do anti-depressivo, só aumenta o desejo de consumir. “Parece brisa de baseado, aí que dá mais vontade ainda de tomar uma cerveja e dar um tirinho”.

(A abstinência, privação da liberdade e a depressão tornam diversos grupos de adolescentes em todo o Estado viciados em psicotrópicos, que de acordo com Arantes, são tão nocivos à saúde física e mental destes jovens em formação, como o uso de drogas como o crack e a cocaína. A fórmula simples, que poderia ser revista é de que sem os comprimidos, fatalmente aquele adolescente irá voltar ao consumo de drogas, alimentando o tráfico e na maior parte das vezes retornando à unidade depois de preso mais uma vez).

[continua…]

***ps- meus queridos, este é um rascunho/ resumo – já que não daria pra postar o texto todo aqui porque isso aqui é internet e ninguém merece ler páginas e mais páginas num blog////, mais informações oficiais e vários outros relatos virão quando o trampo estiver concluído.  Todos os dados são reais, assim como os personagens deste texto. //





refazenda toda.

4 11 2008

Reforma Geral.

Texto de internet, menos opiniões e corações, mais razões e descrições.

‘Faça jus a tua profissão, menina’. (tá certo, eu já anotei)

então, música boa pra abrir o dia:





esta paixão

31 10 2008

Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte.

grandioso, (GARCIA MARQUEZ, Gabriel. Por que ser jornalista? Boletim do NPC – Núcleo Piratininga de Comunicação, nº 73, de 15 a 31 de agosto de 2005, disponível em http://www.piratininga.org.br/artigos/2005/73/boletim73.html, acesso em 07/04/2007)

– boanoite.





blá blá blá inicial

1 07 2008

Se generalizar é muito, eu superlativo esta geração que não tem o que dizer…

Não estivemos nas Diretas, não participamos do MR8, não passamos pelo Woodstock… o baseado não é da lata,

Estivemos na fase de transe entre o vinil, a fita cassete e o cd, o celular, o DVD…internet, quitinete…., e outras gírias que rimem e satisfaçam.

Hiroshima em 77, as diretas em 89 e veio Collor, a FEBEM… Vimos a AIDS, a sífilis e as quase curas do câncer…viemos num pós acontecido. De começo de tudo e fim de nada. E ninguém tem ídolo (eu pelo menos não sofro deste astigmatismo).

©

A nossa geração nasce em meio a um já caos de falta de identidade. Não tem direita nem esquerda neoliberalismo capitalismo globalização automatização demissão projeção insatisfação

…….

qual é a luta?

A hidrelétrica histérica, os arrozeiros de Roraima, nossos antepassados de Altamira, no Pará.

Uma facada no engenheiro que defendia frente aos índios Caipós a instalação da hidrelétrica. (o acontecido – e que reflete visualmente tão bem a angústia enjoativa que carregam aqueles que lá estavam de facão em punho

, e outros tantas margens, de quem agem e desfazem, e retiram o que tem por merecimento e não por piedade).

No Rio o exército ‘cimentou’, socialmente, três jovens. A família falou falou falou o ministro falou e até o presidente falou. facão não, ninguém mostrou. O padre foi absolvido. Lá do outro lado, tinha 11, o menino. Rede pela internet o www , o Google, a orgia, webcam, punheta virtual, meia horinha na lan, se o advogado é bom, vão nem falar. Mudaram o texto da lei, tão falando do bafômetro também e eu que ando a pé nem pá.

Prá cá sobra espaço e falta o que falar ou sobra o que falar e falta espaço ou tudo ao contrário ao mesmo tempo. ou não?, um menino de 16 morreu de overdose, ecstasy,., naquela festa que prega a liberdade. democracia do facão, legaliza o baseado, mundinho sujo de trás do palco, censura a reportagem, tortura o repórter, tira do ar o sensacional.

E:

Só pra constar algum dado nesta coisa toda – já que sobrou lenda, faltou renda e até mesmo delicadeza pra um só tema, segundo a Justiça Eleitoral de São Paulo (e os números são só daqui) há 400 casos de venda de votos. – reportagem na Folha de 30/6 sobre, http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u417476.shtml

Assusta? Talvez não. Estes 400 são aqueles que foram ‘descobertos’ e outros são aqueles ‘caguetados’ por quem tentou ser ludibriado. O que então pode multiplicar uma caralhada de vezes este número.

Talvez nestes 400 casos, o chiclete não tenha grudado da forma como queriam, ou a idéia foi explicita demais e neste caso rolou um mea-culpa do ‘comprado’ que se sentiu no dever de eleitor cidadão de foder que tentou lhe comprar. É meio ‘feio’ ser comprado assim né? Dentadura, cesta básica, um cargo na prefeitura…se tiver uma dose do que chama caráter, não é tão simples assim, se doarrrrr…….

E voltando ao mérito de que os 400 caguetados, descobertos e desvendados (), há as sutilezas.

Bom 171 não fala abertamente. Ele rodeia, sonda, presta bem atenção onde pisa, não é assim descarado, meio estilo caranguejo, só anda de lado.

Em uma reunião recentemente em uma subprefeitura de São Paulo – de nada adianta citar nome, a pretensão do texto não vai longe e mesmo que eu não almeje nenhum cargo, não vou dar pé pra político safado, se a carapuça servir, já representei o meu pedaço. , de uma das regiões mais carentes da cidade, o tal bom 171 se mostrou solícito a ajudar em nosso projeto. Nem era muito o que pedíamos, apenas um espaço para uma edição do Coletivo, transporte para o pessoal, talvez uma água, um lanche, já que passaríamos o dia todo na atividade.

Mas é bom explicar o esquema todo… este tipinho tem os aliados.

Para requisitar um espaço em determinada região, o pedido deve passar pela subprefeitura da região. De março até aqui, nos contatos, e-mails e reuniões, eles surgiram de todos os lados, na capital e no interior. – ‘Público alvo’ em potencial, estratégia de marketing, prospecção de mercado, a lógica é boa, ninguém ta de chapéu. – mas nem eu.

Não se sabe qual dos atrativos para eles é o principal. Se são os jovens, a assistência, o cultural, o rap… mas o prato é bom e dependendo do ponto de vista nem custa caro, quase menos que uma barca de sushi. Um apoio cultural de uma subprefeitura garante que um evento beneficente, da maneira como o Coletivo se dispõe a fazer, flua sem maiores tensões. O que se pede nestes casos, é a autorização de um espaço, um equipamento de som, se muito, transporte e alimentação para as pessoas envolvidas. O resto a gente cuida.

Mas esta migalha de infra, já é o suficiente para eles se sentirem no direito de pedir algo. Oooo e não?

De volta a tal reunião.

Foram alguns e-mails, telefonemas e enfim um horário. Era só apresentar o projeto, pedir a liberação da praça e infra estrutura para a atividade, durante um dia todo no final de semana. O foco era ( e é) a comunidade carente, oferecer espaço para a produção cultural da região e fazer circular a informação sobre técnicas artísticas com potencial profissionalizante. 10:30 da manhã. De Jundiaí até lá 1:30 mais ou menos, de moto – que não paga pedágio e 10 conto de gás já faz o adianto.

Meia hora de cadeira, ofereceram um café – o que sem querer compra minha simpatia, gentileza gera gentileza., e vamos lá pra sala. Fomos encaminhados à sala da coordenadora, que acumula alguns cargos – desenvolvimento e assistência social, cultural, esporte e lazer.

Não cabe juízo de valor, e quem sou eu para falar. Mas a pessoa era meio arrogante, eu compreendo o ‘time is money’ e já apresentei em poucas linhas o que queria ali. O papo meio que enroscou em datas, a praça em reforma e outros blá blá blá. Mas o argumento esticou mais uma meia hora de conversa. E surge o nome do cidadão benfeitor que poderia viabilizar o equipamento de som,- neste momento, sutilmente, a pessoa cita que não poderia ser declarado explicitamente que a indicação tinha partido dali. ‘sabe como é, a gente não pode ter vínculos políticos, mas uma mão lava a outra e mil um eteceteras tão conhecidos como pão dormido. Eu só me perguntei o porque de não ter levado o meu gravador.

Quando percebi que a minha humildade na conversa tinha sido entendida como aliciamento, resolvi explicar melhor o porquê eu entendia de imparcialidade. Não são necessários quatro anos e uma bacharelado pra se fazer de enganado, dar pé pra samango, se dizendo aliado. Aí a conversa mudou de figura, porém o ‘figura’ – e sem redundância, já havia sido ‘linkado’ à conversa (eles adoram ‘linkar’, acho que é meio que um brasa mora da elite governamental de sub cargos de aprendiz de desvio de verba, tráfico de influencias, lobbys – rá adoro este nome).

De equipamento de som, um espaço pros grupos tocarem no final de semana, apoio de um grupo educacional que ia inaugurar uma faculdade na região… um ex-pm tenente ou sei lá que ente, que lá nos 80 … se rimar vira batatinha quando nasce.

Mas enfim, se deixasse levar, o evento teria rolado, praqueles que tinham embarcado só pela causa e não pela luta, o jogo tava até que comprado, todo mundo feliz e satisfeito. Mas a carteirada que não paga mais meia no cinema, serviu pra dizer:

E quem ta a venda?

a dentadura, cesta básica, cargo na prefeitura, emprego pra tia-vó, ‘igual fritar pastel’ – porra, esta expressão eu não vou esquecer, uma vaga na creche, a quadra, o centro cultural. Até rádio comunitária eles te oferecem. E é tudo igual, interior, capital.

E sem entrar no mérito do que o povo se vende, por tão pouco, tão muito, e ainda sem ter dado o start da propaganda eleitoral, que legalmente só pode ter inicio no próximo dia 6 de julho, 400 casos contabilizados de venda de votos até o momento, apenas em SP – onde meu celular funciona -, é assustador.

Resumidamente, depois desta volta toda de no auge da falta de identidade deste meio de ano, desejo de férias no Nepal, de andar de elefante na Tailândia, ou participar de uma corrida de avestruz, chutar um anão na descida, ou dar um golpe de estado, ganhar na mega sena e convidar Silvio Santos para uma tequila, se liga no jogo: quanto vale tua inspiração, ou

tédio da tua geração?

ouve?

tubarãozinho – ultramen.

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