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4 11 2008

boas idéis pra bolar um stêncil =)

do Flickr :

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essepê:

4 11 2008

tô arrumando a casa, não se assuste.

preciso organizar isso tudo aqui. # na minha tarde navegante de blogs muito bons, que o meu seja no mínimo mais ‘apresentável’ né? é. achei tanta coisa boa que resolvi tirar o dia pra dar um up . -> vai vendo que eu me liguei em como faz pra colocar o llink na palavra – ho. minina esperta esta Ana Ju, diz ae.

momento sem noção essepêmundocão.::::

-> os ataques aos chineses em SP. :… Em três meses, mais de 50 casas assaltadas e em menos de um mês, quatro pessoas morreram durante os assaltos, fora as agressões.

boa reportagem do G1.

A polícia não fala muito sobre os suspeitos, apertada pela imprensa e em meio a uma greve e troca de tiros entre as polícias. Pelas descrições do assalto e a violência dos caras dá pra sentir que os ataques tem alguma motivação no mínimo preconceituosa. E o que diz o delegado (ô seô delgadoO!) como os chineses foram assassinados de maneiras diferentes: a tiro, espancamento e a pauladas (????) a quadrilha não é a mesma em todos os casos e por isso estão tão difíceis as investigações. (boa!).e já são três meses de assaltos. $$ .

e os china do centro vão baixar as portas dos bote.

Sandrão, Respeito Oriental – cabe né? japonês – chinês, tá tudo ali.






blá blá blá inicial

1 07 2008

Se generalizar é muito, eu superlativo esta geração que não tem o que dizer…

Não estivemos nas Diretas, não participamos do MR8, não passamos pelo Woodstock… o baseado não é da lata,

Estivemos na fase de transe entre o vinil, a fita cassete e o cd, o celular, o DVD…internet, quitinete…., e outras gírias que rimem e satisfaçam.

Hiroshima em 77, as diretas em 89 e veio Collor, a FEBEM… Vimos a AIDS, a sífilis e as quase curas do câncer…viemos num pós acontecido. De começo de tudo e fim de nada. E ninguém tem ídolo (eu pelo menos não sofro deste astigmatismo).

©

A nossa geração nasce em meio a um já caos de falta de identidade. Não tem direita nem esquerda neoliberalismo capitalismo globalização automatização demissão projeção insatisfação

…….

qual é a luta?

A hidrelétrica histérica, os arrozeiros de Roraima, nossos antepassados de Altamira, no Pará.

Uma facada no engenheiro que defendia frente aos índios Caipós a instalação da hidrelétrica. (o acontecido – e que reflete visualmente tão bem a angústia enjoativa que carregam aqueles que lá estavam de facão em punho

, e outros tantas margens, de quem agem e desfazem, e retiram o que tem por merecimento e não por piedade).

No Rio o exército ‘cimentou’, socialmente, três jovens. A família falou falou falou o ministro falou e até o presidente falou. facão não, ninguém mostrou. O padre foi absolvido. Lá do outro lado, tinha 11, o menino. Rede pela internet o www , o Google, a orgia, webcam, punheta virtual, meia horinha na lan, se o advogado é bom, vão nem falar. Mudaram o texto da lei, tão falando do bafômetro também e eu que ando a pé nem pá.

Prá cá sobra espaço e falta o que falar ou sobra o que falar e falta espaço ou tudo ao contrário ao mesmo tempo. ou não?, um menino de 16 morreu de overdose, ecstasy,., naquela festa que prega a liberdade. democracia do facão, legaliza o baseado, mundinho sujo de trás do palco, censura a reportagem, tortura o repórter, tira do ar o sensacional.

E:

Só pra constar algum dado nesta coisa toda – já que sobrou lenda, faltou renda e até mesmo delicadeza pra um só tema, segundo a Justiça Eleitoral de São Paulo (e os números são só daqui) há 400 casos de venda de votos. – reportagem na Folha de 30/6 sobre, http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u417476.shtml

Assusta? Talvez não. Estes 400 são aqueles que foram ‘descobertos’ e outros são aqueles ‘caguetados’ por quem tentou ser ludibriado. O que então pode multiplicar uma caralhada de vezes este número.

Talvez nestes 400 casos, o chiclete não tenha grudado da forma como queriam, ou a idéia foi explicita demais e neste caso rolou um mea-culpa do ‘comprado’ que se sentiu no dever de eleitor cidadão de foder que tentou lhe comprar. É meio ‘feio’ ser comprado assim né? Dentadura, cesta básica, um cargo na prefeitura…se tiver uma dose do que chama caráter, não é tão simples assim, se doarrrrr…….

E voltando ao mérito de que os 400 caguetados, descobertos e desvendados (), há as sutilezas.

Bom 171 não fala abertamente. Ele rodeia, sonda, presta bem atenção onde pisa, não é assim descarado, meio estilo caranguejo, só anda de lado.

Em uma reunião recentemente em uma subprefeitura de São Paulo – de nada adianta citar nome, a pretensão do texto não vai longe e mesmo que eu não almeje nenhum cargo, não vou dar pé pra político safado, se a carapuça servir, já representei o meu pedaço. , de uma das regiões mais carentes da cidade, o tal bom 171 se mostrou solícito a ajudar em nosso projeto. Nem era muito o que pedíamos, apenas um espaço para uma edição do Coletivo, transporte para o pessoal, talvez uma água, um lanche, já que passaríamos o dia todo na atividade.

Mas é bom explicar o esquema todo… este tipinho tem os aliados.

Para requisitar um espaço em determinada região, o pedido deve passar pela subprefeitura da região. De março até aqui, nos contatos, e-mails e reuniões, eles surgiram de todos os lados, na capital e no interior. – ‘Público alvo’ em potencial, estratégia de marketing, prospecção de mercado, a lógica é boa, ninguém ta de chapéu. – mas nem eu.

Não se sabe qual dos atrativos para eles é o principal. Se são os jovens, a assistência, o cultural, o rap… mas o prato é bom e dependendo do ponto de vista nem custa caro, quase menos que uma barca de sushi. Um apoio cultural de uma subprefeitura garante que um evento beneficente, da maneira como o Coletivo se dispõe a fazer, flua sem maiores tensões. O que se pede nestes casos, é a autorização de um espaço, um equipamento de som, se muito, transporte e alimentação para as pessoas envolvidas. O resto a gente cuida.

Mas esta migalha de infra, já é o suficiente para eles se sentirem no direito de pedir algo. Oooo e não?

De volta a tal reunião.

Foram alguns e-mails, telefonemas e enfim um horário. Era só apresentar o projeto, pedir a liberação da praça e infra estrutura para a atividade, durante um dia todo no final de semana. O foco era ( e é) a comunidade carente, oferecer espaço para a produção cultural da região e fazer circular a informação sobre técnicas artísticas com potencial profissionalizante. 10:30 da manhã. De Jundiaí até lá 1:30 mais ou menos, de moto – que não paga pedágio e 10 conto de gás já faz o adianto.

Meia hora de cadeira, ofereceram um café – o que sem querer compra minha simpatia, gentileza gera gentileza., e vamos lá pra sala. Fomos encaminhados à sala da coordenadora, que acumula alguns cargos – desenvolvimento e assistência social, cultural, esporte e lazer.

Não cabe juízo de valor, e quem sou eu para falar. Mas a pessoa era meio arrogante, eu compreendo o ‘time is money’ e já apresentei em poucas linhas o que queria ali. O papo meio que enroscou em datas, a praça em reforma e outros blá blá blá. Mas o argumento esticou mais uma meia hora de conversa. E surge o nome do cidadão benfeitor que poderia viabilizar o equipamento de som,- neste momento, sutilmente, a pessoa cita que não poderia ser declarado explicitamente que a indicação tinha partido dali. ‘sabe como é, a gente não pode ter vínculos políticos, mas uma mão lava a outra e mil um eteceteras tão conhecidos como pão dormido. Eu só me perguntei o porque de não ter levado o meu gravador.

Quando percebi que a minha humildade na conversa tinha sido entendida como aliciamento, resolvi explicar melhor o porquê eu entendia de imparcialidade. Não são necessários quatro anos e uma bacharelado pra se fazer de enganado, dar pé pra samango, se dizendo aliado. Aí a conversa mudou de figura, porém o ‘figura’ – e sem redundância, já havia sido ‘linkado’ à conversa (eles adoram ‘linkar’, acho que é meio que um brasa mora da elite governamental de sub cargos de aprendiz de desvio de verba, tráfico de influencias, lobbys – rá adoro este nome).

De equipamento de som, um espaço pros grupos tocarem no final de semana, apoio de um grupo educacional que ia inaugurar uma faculdade na região… um ex-pm tenente ou sei lá que ente, que lá nos 80 … se rimar vira batatinha quando nasce.

Mas enfim, se deixasse levar, o evento teria rolado, praqueles que tinham embarcado só pela causa e não pela luta, o jogo tava até que comprado, todo mundo feliz e satisfeito. Mas a carteirada que não paga mais meia no cinema, serviu pra dizer:

E quem ta a venda?

a dentadura, cesta básica, cargo na prefeitura, emprego pra tia-vó, ‘igual fritar pastel’ – porra, esta expressão eu não vou esquecer, uma vaga na creche, a quadra, o centro cultural. Até rádio comunitária eles te oferecem. E é tudo igual, interior, capital.

E sem entrar no mérito do que o povo se vende, por tão pouco, tão muito, e ainda sem ter dado o start da propaganda eleitoral, que legalmente só pode ter inicio no próximo dia 6 de julho, 400 casos contabilizados de venda de votos até o momento, apenas em SP – onde meu celular funciona -, é assustador.

Resumidamente, depois desta volta toda de no auge da falta de identidade deste meio de ano, desejo de férias no Nepal, de andar de elefante na Tailândia, ou participar de uma corrida de avestruz, chutar um anão na descida, ou dar um golpe de estado, ganhar na mega sena e convidar Silvio Santos para uma tequila, se liga no jogo: quanto vale tua inspiração, ou

tédio da tua geração?

ouve?

tubarãozinho – ultramen.

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